Vivemos em tempos de diversidade. Não existem sociedades homogenias. Os valores, pensamentos e posicionamentos não podem ser idênticos para todos os atores sociais. As noções de liberdade, verdade, direito e igualdade dependem do lugar em que cada um se situa. Somos livres para vir, ficar ou ir. Podemos repetir o passado, alterar o futuro ou simplesmente permanecer no presente.
Enfrentamos tempos difíceis. Não existem paraísos terrestres. Os sentimentos de dor, felicidade, prazer, sucesso, oportunidade, equidade dependem do que cada um é capaz de viver, suportar, conquistar.
Relacionar verdadeiramente é aceitar o modo de ser de cada um. Aprender a respeitar escolhas, posicionamentos, atitudes, peculiaridades é uma atitude reveladora de dignidade, habilidade e capacidade de viver no mundo dos humanos.
Ouvir antes de falar, ler antes de interpretar, entender antes de dizer não, ajudar antes de virar as costas, dialogar antes de brigar são atitudes que compõem nossa humanidade.
Há aqueles que param para fazer avançar, há aqueles que andam para garantir que alguém possa parar. Há os que refletem, os que programam, os que fazem e os que participam. Cada um em seu tempo, em sua capacidade de suporte, em sua posição, em sua habilidade de entendimento não deixa de ser responsável pelo presente cujos resultados só podem ser verdadeiramente conhecidos no futuro.
Nos tempos de diversidade nada mais prudente existe de que entender e aceitar que só aqueles que desejarem podem de fato ser como nós somos.
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